segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

O Vento

Posso ouvir o vento passar,
assistir à onda bater,
mas o estrago que faz
a vida é curta pra ver...
Eu pensei..
Que quando eu morrer
vou acordar para o tempo
e para o tempo parar:
Um século, um mês,
três vidas e mais
um passo pra trás?
Por que será?
... Vou pensar.

- Como pode alguém sonhar
o que é impossível saber?
- Não te dizer o que eu penso
já é pensar em dizer
e isso, eu vi,
o vento leva!
- Não sei mais
sinto que é como sonhar
que o esforço pra lembrar
é a vontade de esquecer...
E isso por que?
Diz mais!
Uh... Se a gente já não sabe mais
rir um do outro meu bem então
o que resta é chorar e talvez,
se tem que durar,
vem renascido o amor
bento de lágrimas.
Um século, três,
se as vidas atrás
são parte de nós.
E como será?
O vento vai dizer
lento o que virá,
e se chover demais,
a gente vai saber,
claro de um trovão,
se alguém depois
sorrir em paz.
Só de encontrar... Ah!!!


Los Hermanos

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

DA CHEGADA DO AMOR

Sempre quis um amor
que falasse
que soubesse o que sentisse.

Sempre quis uma amor que elaborasse
Que quando dormisse
ressonasse confiança
no sopro do sono
e trouxesse beijo
no clarão da amanhecice.

Sempre quis um amor
que coubesse no que me disse.


Sempre quis uma meninice
entre menino e senhor
uma cachorrice
onde tanto pudesse a sem-vergonhice
do macho
quanto a sabedoria do sabedor.

Sempre quis um amor cujo
BOM DIA!
morasse na eternidade de encadear os tempos:
passado presente futuro
coisa da mesma embocadura
sabor da mesma golada.

Sempre quis um amor de goleadas
cuja rede complexa
do pano de fundo dos seres
não assustasse.

Sempre quis um amor
que não se incomodasse
quando a poesia da cama me levasse.

Sempre quis uma amor
que não se chateasse
diante das diferenças.

Agora, diante da encomenda
metade de mim rasga afoita
o embrulho
e a outra metade é o
futuro de saber o segredo
que enrola o laço,
é observar
o desenho
do invólucro e compará-lo
com a calma da alma
o seu conteúdo.

Contudo
sempre quis um amor
que me coubesse futuro
e me alternasse em menina e adulto
que ora eu fosse o fácil, o sério
e ora um doce mistério
que ora eu fosse medo-asneira
e ora eu fosse brincadeira
ultra-sonografia do furor,
sempre quis um amor
que sem tensa-corrida-de ocorresse.

Sempre quis um amor
que acontecesse
sem esforço
sem medo da inspiração
por ele acabar.

Sempre quis um amor
de abafar,
(não o caso)
mas cuja demora de ocaso
estivesse imensamente
nas nossas mãos.

Sem senãos.

Sempre quis um amor
com definição de quero
sem o lero-lero da falsa sedução.

Eu sempre disse não
à constituição dos séculos
que diz que o "garantido" amor
é a sua negação.

Sempre quis um amor
que gozasse
e que pouco antes
de chegar a esse céu
se anunciasse.

Sempre quis um amor
que vivesse a felicidade
sem reclamar dela ou disso.

Sempre quis um amor não omisso
e que suas estórias me contasse.


Ah, eu sempre quis uma amor que amasse.


Poesia extraída do livro "Euteamo e suas estréias", Editora Record - Rio de Janeiro, 1999,

Elisa Lucinda

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Eu te amo não diz tudo!



O cara diz que te ama, então tá!
Ele te ama.
Sua mulher diz que te ama, então assunto encerrado.
Você sabe que é amado porque lhe disseram isso,
as três palavrinhas mágicas.
Mas ouvir que é amado é uma coisa, sentir-se amado é outra, uma diferença de quilômetros.

A demonstração de amor requer mais do que beijos,
sexo e palavras. Sentir-se amado, é sentir que a pessoa
tem interesse real na sua vida, que zela pela sua felicidade,
que se preocupa quando as coisas não estão dando certo,
que coloca-se a postos para ouvir suas dúvidas e
que dá uma sacudida em você quando for preciso.

Sentir-se amado é ver que ela lembra de coisas que
você contou há dois anos, é vê-la tentar reconciliar você com
o seu pai, é ver como ela fica triste quando você está triste
e como sorri com delicadeza quando diz que você está fazendo
tempestade em copo d'água.

Sentem-se amados aqueles que perdoam um ao outro
e que não transformam a mágoa em munição na hora
da discussão...

Sente-se amado aquele que se sente aceito, que se sente inteiro.
Sente-se amado aquele que tem sua solidão respeitada,
aquele que sabe que tudo pode ser dito e compreendido.

Sente-se amado quem se sente seguro para ser
exatamente como é, sem inventar um personagem para a relação,
pois personagem nenhum se sustenta muito tempo.

Sente-se amado quem não ofega, mas suspira;
quem não levanta a voz, mas fala; quem não concorda,
mas escuta. Agora, sente-se e escute:
Eu te amo! Não diz tudo!

"Me ame quando eu menos merecer,
que é quando eu mais preciso."

Arnaldo Jabor

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Tum tum tum...

É tudo muito claro,nítido,perceptível. O erro,o acerto que o erro me deu..Gente! Como assim passeio leve,agora?Sem culpa,sem o antes e depois passeando em minha mente sempre...
Sem os “porquês”,os “aindas” ,sem os mas..Leve..Carrego lembranças sim,claro,como sorriria sozinha?Mas estas tomaram seu lugar..Cedo demais?O que é cedo ou tarde?Alguém me explica?Onde começa e onde termina um amor?Onde começa e onde termina uma saudade?Onde termina o calor e começa o frio e quando o frio acaba,em que momento vem o calor?Sinto que o fato de estar só,nada mais é do que um fato,é sua vida,vc nunca está só de verdade,vc sempre se tem..E eu tinha me perdido de mim já faziam anos..Sentia uma saudade inexplicada sempre por alguma coisa que eu julgava ser algo ou outro alguém..Vivia sempre em nostalgia,e confesso que gosto dessa sensação,RS,ela me transporta,me proporciona viagens que se eu acreditasse,acharia até que que me levava para vidas passadas..Lugares que eu já fui,pessoas que conheci,pq é tudo muito nítido.Lembro,com muito carinho,de quando eu era criança,os medos,ansiedades,amores,vontades..de como eu era uma criança branca,pura..rs..de como eu não via empecilho de eu ser uma Paquita da Xuxa,mesmo eu sendo gordinha,ou uma das Chiquititas..rs..boba,eu..Lembro de como meu peito ardia quando eu via uma velhinha,sempre a mesma,passando na minha rua cheia de sacolas de compra,pesadas,num dia de muito sol,e eu no portão de casa,fazendo sei lá o que..Ficava pensando em o que as pessoas mais humildes que passavam por lá pensavam,pensavam de pensar mesmo,em suas cabeças,sobre a vida,sobre Deus,sobre a fé,sobre o amanhã..via em seus rostos ponto final de vida,estranho..doía muito não poder fazer nada,serio,doía mesmo!
Engraçado que eu nunca parei p saber se eu tava feliz, parado mesmo p analisar.Não digo isso criança,mas adolescente,no meu primeiro namoro,sei lá..Se eu era feliz em casa,ou na escola..Não pensava!E isso é uma coisa tão necessária, posso me atrever em dizer que é a melhor coisa da vida, a felicidade.Porque tudo que fazemos hoje é,mesmo sem percebermos,é pra chegar nela..Muito trabalho pra que?Pra ter dinheiro, pra ter prazer,pra ter uma boa vida e desfrutar da alegria de estar vivo,sei lá...penso assim..
Hoje,analisando tudo,vejo que sou uma pessoa feliz,com tudo que a vida tem...dívidas,saudades,faltas,luta,lágrimas...sou feliz sim!
Tenho uma família linda,com saúde,que me ama e faz todo por mim e EU POR ELA,cúmplices!
Tenho amigos,embora poucos,que sei que posso contar e eles contar comigo, doação!
Tenho uma profissão que,se me permito dizer,veio do ventre,pq é incrível essa nossa afinidade,mas essa historinha fica pra uma próxima,mas voltando eu amo minha profissão,trabalho com gosto,carinho!
E,tenho a vida,que ta aí,pra me fazer chorar,rir,descobrir,decepcionar,viver,viver,viveeeer!rs
Minhas asas estão crescendo e isso,hoje,me faz ,de coração feliz!